Edith Stein - As Estruturas da Pessoa Humana - Parte I

Edith Stein, busca nesta obra analisar a estrutura da pessoa humana com uma perspectiva que seja mais adequada ao mundo contemporâneo e encontra uma definição muito profunda de pessoa humana, como sendo corpo, alma e espírito, e a faz através da distinção entre as diversas posturas antropológicas, assim penso ser de grande contributo seja sobretudo trazer para a atualidade uma visão aristotélica e tomista, porém através de um novo prisma, que ´aquele fenomenolígico.
Ainda na linha de investigação sobre o ser humano, buscando uma visão antropológica que seja adequada para a educação da pessoa humana, Edith Stein, depois de propor uma antropologia filosófica que considere todos os aspectos essenciais do ser humano, sem prescindir do dado fundamental de que este possui um espírito. Propõe que o método escolhido para tal antropologia seja aquele fenomenológico, isto é, que parte das coisas em si mesmas, como foi dito no resumo anterior.
Consideremos que os problemas desde sempre levantados pela filosofia, no que se refere a concepção do ser humano, levemos em consideração por exemplo De anima de Aristóteles e o respectivo comentário de S. Tomás de Aquino, são levantados com atualidade na santa carmelita, porque de certa forma, o tema da pessoa humana e suas características constituivas são sempre relevantes em qualquer concepção filosófica. Uma justa e adequada concepção do ser humano aparece entao, não como um ponto periférico da reflexão filosófica, mas como uma questão central.
            A partir de então, a santa doutora apresenta o ser humano partindo do fato que este possui um corpo material, mas que é também ser vivente, animado e espiritual, o que se resume com o termo “microcosmo”. É a partir dessa consideração que afirma que a alma humana não pode ser analisada meramente de uma “cadeira”, ou seja, é necessário contemplá-la e considerar sua interioridade.
            O ser humano aparece, então, para Edith Stein como uma pessoa espiritual, ou seja, que possui uma interioridade e capacidade de interação com a alteridade, constituindo uma posiçao social, sem deixar de manter sua própria individualidade como ser histórico, comunitário e cultural. Isso impilica que o ser humano é capaz de agir, e esse agir contitui uma história, um destino vivido na medida em que se relaciona com um contexto, através do qual interage e desenvolve condicionando-se reciprocamente.
            É então a partir disso que o ser humano experimenta a existência, pois nesse confrontar-se com o outro, encontra não apenas a própria existência como também a humanidade enquanto tal, como também se depara com sua própria interioridade, assim se percebe outro aspecto fundamental do ser humano, a abertura, seja ao mundo exterior como também ao interior.
            A partir de tal abertura, uma análise profunda e adequada do ser humano deve se deparar que ele é capaz também de perceber e estabelecer relação com o que é para além de si mesmo, ou seja, o transcendente. Sendo capaz não apenas de perceber tal existência como também sua radical dependência. Então a pergunta sobre quem é este Ser Transcendente, pertence também ao homem e estabelecer o meio pelo qual se pode conhecer naturalmente a Deus, é também dever da filosofia, e nessa perspectiva é que a antropologia e a teoria do conhecimento se encontram, seja para estabelecer e conhecer os meios, seja também para conduzir e definir os limites do conhecimento natural.



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