II. 5. O Hedonismo


Aqui veremos apenas brevemente a três grandes teorias de felicidade do helenismo: o epicurismo, o estoicismo e o ceticismo. Trataremos apenas das suas respecitivas concepções a respeito do bem humano.
     Para tanto se faz necessário conhecer o contexto da filosofia helenista: A expansão do poder macedônico estagnou a independência política e a prosperidade da cidades gregas. Os nobres fins da atividade política cediam espaço aos pequenos interesses da vida privada, a busca do prazer e da luta pela subsistência diária. A filosofia tende a se reduzir em fuga contra as misérias da vida ensinando ao indivíduo a viver razoavelmente bem apesar das circunstancias externas.

1. Epicuro: A felicidade como prazer passivo e “inteligente”

     Epicuro nasceu no ano 341 a.C. De um ponto de vista genérico é atomista e materialista. Nega qualquer tipo de existência depois da morte. Destaca-se porque sua filosofia se propõe, sobretudo, em ensinar aos homens o caminho para felicidade.
     Elaborou seu pensamento na pergunta a respeito da vida humana considerada como um todo e sua resposta é hedonista; “o prazer é o princípio e o fim da vida feliz”, a motivação e a norma última da vida do sábio.
     Sua receita para ser feliz é libertar-se das opiniões falsas (especialmente a respeito dos deuses e da morte) e das complicações não necessárias, ajustar princípios e desejos ao que basta para viver tranquilamente, respeitar a justiça para evitar conflitos, gozar da amizade leal e abster-se da vida política.
      A ataraxia ou imperturbabilidade assim obtida é a verdadeira felicidade, porque o bem completo auto-suficiente buscado por si mesmo, por ela se deve fazer tudo e ela nunca se busca em vista de outra coisa.

     Cabe algumas críticas a ética epicurista:o que faria um sábio epicurista quando sua vida se complicar interior o exteriormente por causa da prática da virtude, da amizade, da justiça? poderia a virtude ir além de um egoísmo reflexivo e e inteligente?
    É, portanto, criticável a intenção de Epicuro de determinar filosoficamente o sumo bem em busca de prazer e em uma perspectiva egoísta fechada a qualquer forma de transcendência.
    Para garantir a ataraxia o homem teria que sacrificar sua característica fundamental de transcendência.

2. O hedonismo moderno

      Existem também na filosofia moderna concepções éticas hedonistas. Estas diferenciam-se fundamentalmente do epicurismo por não aderirem, por motivos diversos, a um estilo sapiencial sobre o bem global da vida humana e sim como explicações científicas do agir humano ou se se preferir, como teorias científicas de motivação. Nos capítulos anteriores já discorremos o suficiente para a continuidade do nosso curso.

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