Células-Tronco

Pergunta de um internauta!

Padre Gilberto, recentemente vimos na mídia uma grande polêmica em relação a aprovação das pesquisas com células-tronco embrionárias. Por que a Igreja é contra a aprovação dessa lei? Essas pesquisas não poderiam ajudar na cura de doenças ainda sem solução? (autor anônimo)



     A Igreja é a favor da vida sempre! Em especial aquelas menos favorecidas e que não têm como se defender, desde a concepção até o seu declínio, isso inclui os embriões HUMANOS, fetos HUMANOS, crianças e também os idosos doentes, por exemplo com mal de Alzeihmer. A posição da Igreja é coerente com aquilo que Ela professa, a fé em um Deus, que é vida e quem é a favor de Deus é contra a cultura de morte!



    Em primeiro lugar devemos ter presente em torno do que gira tamanha polêmica: A polêmica é devido a uma ação direta de inconstitucionalidade (nº 3.510) proposta pelo procurador geral da república contra a chamada “Lei de Biossegurança” (11.105 art. 5º e parágrafos, de 24/03/).Mas o que admite essa lei? Tal lei permite que sejam mortos seres humanos em sua fase inicial de vida “para fins de pesquisa e terapia”.



    Então, o que está sendo julgado é: deve-se ou não ser aprovada a chamada lei.



    É grande a preocupação da Igreja e de todo homem de boa vontade, ante a iminente ameaça da utilização, em nosso país, do próprio ser humano em sua fase inicial de desenvolvimento como objeto de experimentação, violando o mais fundamental de todos os direitos: o direito à vida e a correlata e indissociável dignidade da pessoa humana, expressos nos artigos 1º, III e 5º, caput, da Constituição Federal.



    A posição da Igreja é que não seja aprovada, uma vez que tal lei permite que embriões humanos sejam mortos para fins “de pesquisa e terapia”. A Igreja entende que a vida humana começa desde a concepção, portanto o embrião humano é vida e que vida? Humana! E todo ser humano é criado a Imagem e semelhança de Deus. (cf. Gn 1,27). “Antes mesmo de te modelar no ventre materno, eu te conheci; antes que saísse do seio, eu te consagrei” (Jr 1,5) .



    A posição da Igreja, contudo, não é contrária à ciência como se tenta divulgar na mídia, em geral. Em 1839, os cientistas Schleiden e Schwan, formularam a Teoria Celular e foram responsáveis por grandes avanços da Embriologia. Conforme tal conceito, o corpo é composto por células, o que leva à compreensão de que o embrião se forma a partir de uma ÚNICA célula, o zigoto, que por muitas divisões celulares forma os tecidos e órgãos de todo ser vivo, em particular o humano.



     Foi com base nessas evidências experimentais, que o Papa Pio IX aceitou a concepção como a origem do ser humano, em 1869. portanto não se trata de um dogma religioso infundado, mas com evidências também científicas.



    O que não se fala é que hoje é enorme o número de cientistas que afirmam que a vida humana começa com a concepção, independente da religião que professam, recentemente, em Setembro de 2006, no Congresso em Roma “Steam Cells: what future for terapy”, mais de 300 cientistas declararam respeito ao ser humano desde a concepção: Dra. Alice Teixeira Ferreira da Unifesp/Brasil; Francisco Silva da PrimeCell; James Sherley do MIT; K. Yamanaka da Universidade de Kioto; C.P. Mck Guckin de Newcastle Upon Tyne; , para citar apenas alguns. Dos mais renomados cientistas da área.



     Evidentemente a motivação da Igreja é religiosa, mas o que se tenta colocar é que a Igreja está caminhando contra o avanço científico, o que é uma falácia.



    Quanto a segunda parte da pergunta, hoje já se sabe que não é necessário matar embriões humanos para pesquisas com células-tronco, pois estas já podem ser obtidas do líquido amniótico, que pode ser coletado em partos feitos por cesariana, são as chamadas células-tronco adultas e estas não apresentam nenhuma restrição moral ou ética por parte de nenhuma religião, muito menos da comunidade científica.



     Recentemente, a comunidade científica mundial declarou isso unanimemente. De acordo com Dr. David Prentice, de Georgetown, já existem 20.000 pacientes tratados com células-tronco adultas, vivos e sem câncer ou qualquer outro problema ao passo que não existe um só resultado de tratamento com células embrionárias humanas.



     Mais uma vez notamos que a Igreja não só não caminha contra a ciência, como a ilumina e a dá novos horizontes, por isso dizia o amado João Paulo II, “Fé e razão, são como duas asas, que nos elevam para o céu”. (Fides et Ratio).



     Vale lembrar que o que está em pauta no STF não são convicções religiosas, antes são convicções científicas em favor da vida e qual vida? A mais importante de todas, a do ser humano, destinatário de imensa dignidade e do amor de Deus.



     Além disso é muito interessante notar que neste mesmo país, matar embrião de tartaruga é crime ambiental inafiançável (projeto Tamar) e querem legitimar a matança de embriões humanos??? Ora que vida possui maior dignidade?



     Além disso tal lei é inconstitucional, em si mesma, pois por seu turno, o PACTO DE SÃO JOSÉ DA COSTA RICA, reconhecido pela lei Brasileira através do decreto n° 678/92 em 25/9/92, estabelece no artigo 2°: Para efeitos desta Convenção, pessoa é todo ser humano. E no artigo 4º - Direito à vida 1. Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente.



     Sabemos que o que está em jogo não é a preocupação com a saúde dos doentes em primeiro lugar e sim o interesse mercantilista, já que o comércio de embriões geraria muito dinheiro a poucos.



     Não cabe discutir se o embrião é vida humana ou não, pois isso é evidente mesmo para a ciência e em certos países onde tais pesquisas são aprovadas não se pode matar embriões de seus próprios países, mas sim de outros. Nesse caso se o Brasil aprovar tal lei, poderá comercializar embriões, o que seria um negócio muito rentável para certos laboratórios.



      Recentemente a Folha de S. Paulo publicou um artigo onde mostrou um garoto, hoje com seis meses de vida e que um dia foi um embrião, que ficou congelado por anos. Sua mãe dizia: como podem dizer que não era vida humana?



     A Igreja Católica está sim interessada no bem estar dos que sofrem por vários tipos de doenças e também com os que carecem do amor humano. Não há nenhuma instituição no mundo com tantos hospitais, orfanatos, asilos, abrigos para pessoas de rua, hospitais dedicados a pessoas com vírus HIV entre outros etc.



     Quem não se lembra do testemunho mundialmente reconhecido da beata Madre Tereza de Calcutá. Mas a Igreja não cuida apenas dos males já estabelecidos, como promove, também uma educação sexual e afetiva que realmente conduz o homem e a mulher à felicidade. Em nossa própria Paróquia temos acesso a tamanha generosidade de Deus: grupo São Tiago, ECC, EJC, curso de noivos, farmácia, vicentinos, além do almoço diário oferecido aos mais necessitados.



      Devemos ter em conta sempre que em matéria de fé, quase sempre a mídia erra ou distorce as verdades de Deus, se quisermos realmente saber a postura da Igreja devemos olhar para o próprio Deus, a Bíblia, as declarações e atitudes do Magistérios da Igreja.



      Escolhamos a Vida, em todas as suas fases, na sua concepção, no seu desenvolvimento e também no seu declínio. O Amor de Jesus é forte, mais forte do que a morte, nos amou até o fim, nos amou ALÉM DO FIM!





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