Segue entrevista concedida ao Jornal Novo Milênio, da Diocese de Santo Amaro

COMUNIDADE


1) Como surgiu a idéia de instituir essa paróquia?


Quando cheguei a comunidade era uma Capela pública de muito pouco movimento, porém na medida em que aumentamos o número de missas e confissões a freqüência começou a aumentar consideravelmente e instituí-la como paróquia passou a ser uma meta em nosso horizonte evangelizador.

2) Como foram os primeiros encontros e se amadureceu essa idéia?


Na medida em que a freqüência foi aumentando, também o número de confissões, batizados, surgimento de diversas pastorais, a comunidade foi tomando cara de paróquia e quando conversei com o bispo a respeito da situação animadora ele se manifestou bastante favorável e foi o grande incentivador da criação da nova paróquia.

3) Quais são as características desta comunidade?


São características sacramentais. É grande a procura por confissões! Como durante a semana as atividades são reservadas ao seminário, nos finais de semana há boa freqüência de missas, Bênção do Santíssimo Sacramento aos Sábados e Domingos e também cada vez mais participações em eventos diversos. A dedicação especial dos seminaristas com o povo e com a preparação da liturgia também marcaram bastante o crescimento da comunidade.


4) Quais eram as primeiras pastorais?

Começamos com catequese para crianças e adultos e pastoral dos coroinhas. Mas logo criamos também a Pastoral do Batismo e do Crisma, Movimento da Mãe Peregrina, Grupo de Acólitos, encontro de formação para Músicos Católicos, Visita aos Enfermos, Terço dos Homens e Equipe de eventos. Agora estamos reativando o Apostolado da Oração e estudando a possibilidade de criar um Grupo de Oração.


5) O que se pode dizer de mais interessante ou curioso sobre as primeiras reuniões?


Quando aqui cheguei como diácono me assustei ao ver apenas 20 ou 30 pessoas para a missa, pois já havia trabalhado aqui como seminarista e era uma comunidade muito viva. Mas senti uma grande esperança nas pessoas quando aqui cheguei e tudo o que propus foi sempre acolhido de coração aberto por todos, isso me animou bastante e a partir das orações em comum tudo começou a mudar. È um povo de fé verdadeiramente CATÓLICA!


6) Quais foram as situações que marcaram o crescimento desta comunidade?


De modo especial, a partir do momento que aumentamos o número de missas e principalmente o horário fixo para as confissões. Sinto que aqui as pessoas se encontraram com Jesus “uma a uma” no confessionário. E também pelo zelo litúrgico dos seminaristas.

PÁROCO


7) Conte um pouco de sua formação, de sua origem. Como surgiu sua vocação e quais foram seus primeiros contatos com a Igreja? Quais grupos mais o influenciaram?

Fui batizado tardiamente aos treze anos de idade e devo isso a sensibilidade do meu grande amigo Pe. Rogério Bhering(seminarista na época) que convidou-me para ser coroinha durante uma partida de futebol. Também o grande testemunho sacerdotal do meu pároco e pai espiritual na fé Pe. Ivan Miranda. Começou a acompanhar-me na direção espiritual ainda pequeno e hoje aqui estou seguindo seus passos. Sem dúvida foi o maior exemplo de Cristo que tive na Terra. Depois tornei-me Ministro da distribuição da Comunhão e participava da banda Cidade Santa. Conheci o seminário nos encontros vocacionais e a grande atenção do reitor (Mons. Paulo) também foi um grande incentivo. Hoje além da Paróquia Nossa Senhora da Caridade, sou Reitor do Seminário, onde me realizo como Padre. Tenho certeza que junto com cada seminarista formamos uma grande família e sou muito grato a Deus por D. Fernando confiar a mim tão grandiosa missão. Também sou Professor de Filosofia no Instituto São Boaventura e adoro lecionar.

8) Quais foram seus primeiros trabalhos durante o seminário? Como foi o trabalho, posteriormente, nas primeiras comunidades?

Trabalhei primeiramente na Capela onde hoje sou administrador paroquial, depois passei pela Paróquia N. Sra. Rainha dos Apóstolos onde amadureci muito meu chamado com a grande ajuda do Pe. Francisco Chagas e finalmente na Paróquia N. Sra. da Esperança onde pude, sem dúvida, exercer uma intensa atividade pastoral e perceber que realmente o Senhor havia me escolhido e se servia de mim como um grande instrumento na vida das pessoas.

9) Em seu trabalho sacerdotal, qual marca busca imprimir? Quais correntes mais o influenciam?

Meu lema é ensinar a fé com “poesia”, de modo que as pessoas percebam que a Verdade de Cristo e da Igreja é o que dá sentido a vida. Penso que a espiritualidade litúrgica é o meu forte, assim aprendi no seminário com Mons. Paulo e o Pe. Gilson, gosto de uma liturgia esplendorosa e fiel aos documentos da Igreja. Outro ponto que não sai do meu foco é a formação doutrinal. É muito grande o tesouro espiritual da Igreja e penso que os padres são os privilegiados em aprender e transmitir o depósito da fé. Assim tento fazer e ensinar aos meus seminaristas. O povo só cresce espiritualmente quando conhece a Verdade da Fé.

PÁROCO E COMUNIDADE

10) Como o senhor define sua atual comunidade? Quais seus pontos fortes?

Uma comunidade dócil ao Espírito Santo, povo muito acolhedor. Meu povo ama demais o seminário. Seu ponto forte é o amor a Igreja e as vocações sacerdotais.

11) Que grupos atualmente existem na paróquia?

Catequese de crianças e adultos, coroinhas, acólitos, filhinhas de Maria, Batismo, Crisma, Terço dos homens, Mãe Peregrina, Músicos Católicos, entre outros como Equipe de Eventos, Bazar etc.

12) Quais são os planos a partir de agora? Quais metas pretende atingir? Há algum trabalho pastoral que pretende ampliar?

Penso que no momento o mais importante e solidificar o que já existe, até porque não podemos esquecer que a prioridade será sempre o seminário. Até agora o crescimento da paróquia tem sido importante também porque tem sido uma experiência fantástica para mim como padre formador de padre. Acho que ainda há espaço para uma boa equipe de leitores, escola da fé e um bom grupo de oração.

13) Que mensagem gostaria de deixar para a comunidade?

Repito aquilo que sempre digo a eles. Obrigado por serem tão dóceis a Deus, por exigirem Cristo de mim e por ajudarem a fazer a Igreja. Continuem rezando para que eu seja um apóstolo de apóstolos.



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