II. 1. O papel da concepção global do bem humano na Ética




     Se a Ética tem a missão de dirigir e ordenar a conduta humana em vista de um fim último ou bem supremo da pessoa humana, a adoção de um projeto de vida concreto é a tarefa central da existência moral que a reflexão filosófica pode e deve iluminar.

    Apenas uma das cinco figuras éticas que abordamos no capítulo II, no entanto, compreende essa tese. As outras quatro colocam em dúvida ou negam que se possa ou se deva pressupor uma concepção substancial e normativa do bem humano, mas assim a função da filosofia moral ficaria limitada a formular e fundamentar apenas as normas de justiça necessárias para a convivência social.

    Este fato, de certa forma, complica muito o estudo do bem humano. Para entender essa problemática vamos refletir, ao longo do nosso curso, mais dois capítulos (III e IV).

     No III capítulo consideraremos, em primeiro lugar, como surge e como se aborda a pergunta sobre o bem global da pessoa humana e porque esta pergunta é irrenunciável para a Ética. Em segundo lugar, vamos refletir sobre as razões pelas quais as outras quatro figuras éticas consideram inútil a reflexão sobre esse bem global da vida humana.

     No capitulo IV vamos classificar as razões a favor e contra essa abordagem, o que nos permitirá matizar nossa reflexão com o objetivo de afrontar a impossibilidade ou inutilidade de adotar um projeto de vida que compreenda o bem humano em sentido global.


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