Este artigo é um presente especial para o nosso blog. A autora do artigo quis narrar sua experiência em um evento sobre seu escritor favorito.
O artigo refere-se a G.K. Chesterton, escritor inglês, convertido ao catolicismo e que hoje está em processo de beatificação na Igreja de Cristo. 

Minha jornada Chestertoniana
O que há de errado com o mundo?

Prezados Senhores,

Eu.
Atenciosamente,
G.k. Chesterton
    A resposta aparentemente simples de Chesterton a essa pergunta tão complexa foi o primeiro contato que tive com este grande escritor, jornalista, ensaísta e poeta, há cerca de dois anos atrás. Devo admitir que esta resposta me impressionou profundamente, e me levou à reflexão.  Resolvi pesquisar e conhecer Chesterton. Fiquei surpresa ao descobrir o volume tão extenso de seu trabalho. Além disso, me impressionou sua capacidade de escrever sobre qualquer assunto.  Comecei a ler seus livros, elegendo como favorito O homem que foi quinta-feira. Identifiquei-me muito com seus escritos, especialmente com as razões que o levaram a ser católico e, por esse motivo, resolvi fazer meu trabalho de conclusão de curso na Universidade sobre a tradução das obras Chestertonianas.

    Apesar de ter me impressionado tanto com sua obra, outra coisa me impressionou muito mais: o fato de Chesterton não ser tão comentado nos tempos hodiernos, mesmo seus escritos sendo tão atuais e relevantes. Por essa razão, o início minha pesquisa foi difícil, já que não sabia onde encontrar professores que poderiam me ajudar. Comecei minha busca pela Universidade onde estudo e felizmente encontrei três professores que conhecem Chesterton. Um deles, Professor Borba, me falou de um evento que estava para acontecer e que traria ao Brasil dois grandes estudiosos de Chesterton: Pe. Boyd e Professor Quinn. 

    Eu sou de São Paulo e as palestras iriam ser apresentadas em outro estado, o Rio de Janeiro. Viajei até lá e, além de ter sido muito bem acolhida pelos organizadores do evento, Alex Catharino e Márcia Xavier de Brito, tive a oportunidade de ouvir duas palestras fantásticas e esclarecer várias dúvidas com os palestrantes. Além disso, fui apresentada a várias pessoas que também gostam de Chesterton, o que me possibilitou conversar sobre seu legado e trocar várias experiências.

     A primeira palestra foi sobre Chesterton e Santo Tomás de Aquino, ministrada pelo Pe. Boyd  e com comentários do Professor Quinn, em que foi exposto o pensamente social distributista como uma alternativa muito interessante ao socialismo e ao capitalismo e que está de acordo com a Doutrina Social da Santa Igreja. Além disso, Pe. Boyd comentou a questão da grandeza do homem comum para Chesterton.

     A segunda palestra foi ministrada pelo Professor Quinn e contou com os comentários do Pe. Boyd. O tema foi exatamente aquele que me fez ter o primeiro contato com Chesterton, mas em contextos diferentes: O que há de errado com o mundo? é um manifesto de filosofia social que comemora cem anos em 2010. Finalmente obtive a resposta que tanto desejava: o que há de errado com o mundo, segundo Chesterton, é que não perguntamos o que está certo. Este é um conselho que hoje bem poderíamos ouvir.

     Para que esse conselho seja ouvido, desejo que Chesterton seja mais conhecido, que as pessoas não tenham medo de discuti-lo nas Escolas, Paróquias e Universidades. Alguns acham conveniente esquecê-lo, pois sabem que Chesterton podem incomodá-los. E, de fato, quem está mergulhado na superficialidade e relativismo será incomodado por ele. Por outro lado, quem busca a verdade com sinceridade será auxiliado por Chesterton. Desejo, por fim, que eventos como esse aconteçam com frequência. Uma boa maneira de ajudar o mundo de hoje é trazer Chesterton de volta a ele.

São Paulo, 08 de dezembro de 2010 (Festa da Imaculada Conceição)

Alessandra Aparecida Lass, tradutora e revisora da Revista Internacional Communio, ligada ao Chesterton Institute. 

Ps.: Em breve colocaremos mais textos e artigos sobre G.K. Chesterton. Não percam!

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